cannoli em São Paulo

29 Apr 2019 / Leonardo Barichello

Eu já tinha comido cannoli algumas vezes, mas fiquei encantado em Genova, quando provei o cannoli de um bar que se declarava siciliano: massa sequinha, leve e crocante e um recheio que não devia ser mais do que ricotta (não a brasileira, mas a versao mais pastosa do sul da Itália) e açucar (o "sabor" influenciava apenas em umas lasquinhas que era colocadas na ponta do doce). Uma delícia!

cannoli em genova

Inspirado por essa matéria da Veja SP, decidi caçar essa iguaria em Sampa.

A primeira tentativa (Gioia café) foi frustrante, pois peguei o lugar fechado duas vezes em horários que o Google Maps achava que ele estaria aberto.

A segunda foi no Zena Caffè. O lugar é bem metidinho e tem um clima bem gourmet, que não bate com a minha expectativa de uma comida tradicional do sul da Itália, mas tudo bem. O cannoli estava bom, mas tinha seus problemas. Massa muito firme, recheio com pouco gosto de queijo e foram servidos (são 2 por prato) em cima de uma bolinha do recheio (pura decoração), que acabou por amolecer a parte de baixo da massa.

A terceira veio meio por acaso e não está lista da Veja SP, mas deveria: Cannoli Don Biondo. Encontrei a barraquinha na feira de domingo no Parque da Independência. A barraca chamou a atenção por estar totalmente vazia (nenhum produto "de mostruário"). Bom sinal, pois o cara deve montar na hora. Batemos um pouco de papo com o Luís, que parecia saber do que estava falando e aumentou minha curiosidade quando mencionou que faz a própria ricota. Um ponto que quase me desanimou foi o fato dele oferecer muitos sabores, do tradicional ricotta a coisas como nutella e maracujá. Como sou um tanto purista com comida italiana, torci um pouco o nariz, mas o prospecto de comer um canolli montado ali na minha frente com recheio de ricotta me convenceu.

E vale muito a pena!

cannoli em SP

O recheio é super gostoso (o limão siciliano sobressai, mas sem ficar muito forte) e ainda tem o sabor da ricotta e a massa estava impecável! Pra coroar, o preço era bem razoável.

Recomendo muito!

receita de financier

27 Mar 2019 / Leonardo Barichello

Eu conheci o financier na Adélia Boulangerie, em Campinas. Trata-se de um bolinho pequeno, mais ou menos do tamanho de um cup cake, mas com massa de farinha de amêndoas e nenhuma cobertura ou recheio, apenas o bolinho. E achei uma delícia!

Chegando em casa, achei uma receita em um dos meus sites de receita favoritos, o The Kitchen Lioness.

Já repeti a receita algumas vezes e o único ajuste que precisei fazer foi na temperatura do forno (normalmente precisa ser mais alta em fornos típico brasileiros, com chama e sem ventilador interno. Chegue abaixo a minha versão:

100 g farinha de amêndoas
200 g açucar branco comum
6 claras de ovos grandes
90 g farinha de trigo
170 g manteiga sem sal

Unte 15 forminhas de cupcake (ou em outro formato, mas com volume parecido - a Adélia Boulangerie usa uma forminha mais comprida e dizem que existem forminhas específicas para esse tipo de bolinho, mas eu não conheço) e coloque-as na geladeira.

Derreta a manteiga em uma panela até que comece a escurecer. Desligue o fogo e reserve.

Junte a farinha de amêndoas e açucar em uma panela. Misture de modo a quebrar os pelotinhos de farinha de amêndoas. Acrescente as claras e aqueça em fogo médio por cerca de 2 minutos, mexendo bem o tempo todo. Desligue o fogo e adicione a farinha de trigo pouco a pouco (usar uma peneirinha não é uma má ideia), incorporando. Adicione a manteiga derretida e mexa até incorporar. A massa deve ficar mole.

Deixe a massa esfriar em ambiente aberto por 1 hora.

Pré-aqueça o forno a 255 graus. Distribua a massa nas forminhas e asse por 20 minutos na prateleira mais alta do forno. Os bolinhos devem ficar dourados e com o centro elevado.

financiers

O bolinho é uma delícia pra comer sozinho, acompanhado por um café, mas também funciona muito bem com um pouco de geléia a cada mordida!

mais uma apresentação feita com pandoc

16 Feb 2019 / Leonardo Barichello

Fui convidado a dar uma oficina sobre Scratch na Unesp de Rio Claro e montei uma apresentação bastante simples para usar ao longo da oficina. Como fiz com pandoc e beamer, achei que valia a pena compartilhar. Pra quem não consegue o processo, sugiro uma olhada nesse outro post.

Dessa vez, eu usei o tema focus, que é bem simples e elegante. Ele funcionou diretamente. Só não consegui usar o slide de destaque, mas isso não chegou a fazer falta.

Você pode baixar tanto o pdf final quando o arquivo em markdown que gerou a apresentação.

O único problema que eu enfrentei dessa vez tem a ver com o uso de caracteres especiais em português. O pdf não compilava de jeito nenhum até eu forçar o uso do xelatex como engine. Para poder fazer isso, tive que instalar o pacote texlive-xetex e depois acrescentar um parâmetro na compilação:

pandoc arquivo.md -t beamer --latex-engine=xelatex -o slides.pdf

maionese no mixer

17 Dec 2018 / Leonardo Barichello

Maionese sempre me pareceu uma coisa meio mística pra fazer em casa. Há quem diga que o ponto é difícil de atingir e fácil de perder, que é necessario fazer em ambiente frio ou gelar todos os utensílios que serão usados e por aí vai... Porém, há algumas semanas atrás eu vi esse video e pensei: "se a dela deu certo, eu também consigo!".

Se vocês não conhecem, essa aí de cima é a Hannah e os vídeos dela cozinhando semi-bêbada são ótimos! (talvez não tanto do ponto de vista culinário, mas humorístico!). Vale a pena acompanhar o canal dela.

Mas voltando à maionese, eu usei os ingredientes abaixo.

1 colher de sopa de suco de limão
1 colher de sopa rasa de mostarda (eu uso mostarda americana)
2 gemas
200 ml de óleo de girassol
sal a gosto

Antes de começar, tenho que contar que eu troquei 25 ml do óleo por azeite, simplesmente porque eu gosto mais de azeite! Porém, como no passado eu já tive problemas pra acertar uma maionese só com azeite, vou tentar aumentar essa quantidade progressivamente e vou atualizando aqui.

O procedimento foi inspirado no vídeo abaixo, cujo mixer é idêntico ao meu.

Basicamente, o que eu fiz foi afundar o mixer desligado até o fundo, bem devagar. Depois comecei a bater na velocidade mínima. Em poucos segundos, partes da mistura já foram atingindo a textura de maionese. Fiz movimentos lentos como o do vídeo pra pegar mais mistura e voi-la! No finalzinho, sobrou um pouco de óleo não emulsificado, mas isso não foi problema, pois eu deixei pra acrescentar o sal no final e uma misturada básica com uma colher foi suficiente pra incorporar tudo na textura desejada.

A consistência ficou ótima e, sinceramente, não consigo imaginar o que poderia ter dado errado. Quando fiz essa receita pela primeira vez no Brasil, coloquei os instrumentos na geladeria um pouco antes de começar a preparar (10 minutinhos) e não tive nenhuma dificuldade em pegar o ponto. Vale a pena tentar!



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