maionese no mixer

17 Dec 2018 / Leonardo Barichello

Maionese sempre me pareceu uma coisa meio mística pra fazer em casa. Há quem diga que o ponto é difícil de atingir e fácil de perder, que é necessario fazer em ambiente frio ou gelar todos os utensílios que serão usados e por aí vai... Porém, há algumas semanas atrás eu vi esse video e pensei: "se a dela deu certo, eu também consigo!".

Se você não conhecem, essa aí de cima é a Hannah e os vídeos dela cozinhando semi-bêbada são ótimos! (talvez não tanto do ponto de vista culinário, mas humorístico!). Vale a pena acompanhar o canal dela.

Mas voltando à maionese, eu usei os ingredientes abaixo.

1 colher de sopa de suco de limão
1 colher de sopa rasa de mostarda (eu uso mostarda americana)
2 gemas
200 ml de óleo vegetal
sal a gosto

Antes de começar, tenho que contar que eu troquei 20 ml do óleo por azeite, simplesmente porque eu gosto mais de azeite! Porém, como no passado eu já tive problemas pra acertar uma maionese só com azeite, vou tentar aumentar essa quantidade progressivamente e vou atualizando aqui.

O procedimento foi inspirado no vídeo abaixo, cujo mixer é idêntico ao meu.

Basicamente, o que eu fiz foi afundar o mixer desligado até o fundo, bem devagar. Depois comecei a bater na velocidade mínima. Em poucos segundos, partes da mistura já foram atingindo a textura de maionese. Fiz movimentos lentos como o do vídeo pra pegar mais mistura e voi-la! No finalzinho, sobrou um pouco de óleo não emulsificado, mas isso não foi problema, pois eu deixei pra acrescentar o sal no final e uma misturada básica com uma colher foi suficiente pra incorporar tudo na textura desejada.

A consistência ficou ótima e, sinceramente, não consigo imaginar o que poderia ter dado errado. Vale a pena tentar!

yogurte grego

14 Dec 2018 / Leonardo Barichello

Desde que voltei da Inglaterra estou procurando um bom Yogurte grego.

Agora deixe-me explicar o que eu quero dizer com bom yogurte grego: um yogurte que tenha a consistência do grego, que tenha um sabor parecido (nada de doce e um pouco amargo) e principalmente que tenha essencialmente um único ingrediente, leite! Esse último item é especialmente importante, afinal, os originais são feitos com esse único ingrediente. Nada de leite em pó, espessantes, mel, coisas pra adoçar ou soro de leite. Simplemente leite.

Minha primeira reação quando olhei o setor de yogurtes no supermercado aqui no Brasil foi boa: várias opções de yogurte grego. Duas checagens de rótulo depois, eu já estava desanimando. Algumas depois eu estava totalmente desapontado. TODOS os yogurtes das marcas mais conhecidas possuem uma lista de ingredientes que vai MUITO além de "leite".

Felizmente, essa história tem final feliz: encontrei o yogurte grego da Yorgus.

yorgus

Ele é um tanto mais caro que os mais comuns, mas tem apenas dois ingredientes: leite (infelizmente desnatado, mais fazer o quê) e fermentos lácteos (provavelmente os gregos podem omitir essa ingrediente, já que eu acho que é necessário para transformar leite em yogurte). E pra completar, o sabor dele é super compatível com o original! Eu recomendo.

Atualização: algumas semanas depois deste post eu encontrei a versão integral desse mesmo yogurte (note na imagem que este era o 0% gordura) e pra minha decepção, achei o super do integral muito pesado, se aproximando muito do queijo. Portanto, fico com o 0%.

Uma discussão sobre métodos quantitativos

28 Nov 2018 / Leonardo Barichello

Matthew Inglis, pesquisador em educação matemática pela Universidade de Loughborough, escreveu uma resenha do livro The trials of evidence-based education: the promises, opportunities and problems of trials in education recentemente publicado por Stephen Gorard, um dos pesquisadores em educação mais fartamente financiados no Reino Unido atualmente.

Gorard é um forte crítico das pesquisas em educação em geral e tem uma postura muito pragmática, que resulta em artigos com poucos apronfundamentos teóricos e filosóficos e focados em questões do tipo "what works". Entretanto, a sua atuação também é questionada entre acadêmicos como sendo superficial e suas criticas como sendo vazias, por não oferecerem alternativas convincentes.

Inglis é um pesquisador muito versátil em termos de métodos. Em sua maioria, seus artigos usam métodos quantitativos mas nem sempre seguindo o design experimental. Tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente e fiquei surpreso com o seu conhecimento e sua atitude inclusiva frente a diferentes abordagens de pesquisa.

Na revisão, Inglis critica fortemente as posições de Gorard que, neste livro, atacamente com ferocidade um tanto desproporcional as pesquisas em educação que usam métodos quantitativos. A parte que me chamou atenção no texto, na verdade, são as explicações que Inglis oferece ao rebater os argumentos colocados por Gorard em seu livro. Inglis oferece algumas interpretações muito claras e elucidativas para certas práticas experimentais e, aparentemente sem querer, acaba ensinando muito sobre o tópico. Uma leitura muito recomendada!

um passeio em Sevilha

13 Nov 2018 / Leonardo Barichello

Há algum tempo atrás visitei Sevilha por três dias e achei a cidade muito legal. Não tão chamativa quanto Barcelona e com uma sensação menos turística do que os destinos típicos da Europa, mas ainda bem interessante. Essa impressão talvez seja um pouco enviesada por ter ido fora de temporada, mas isso não tenho como avaliar.

Os dois pontos altos da cidade são o Palácio Real Alcazar, com seu visual mouro...

e um classico de toda cidade espanhola ou de colônias espanholas, a Piazza de Spagna.

Além destes, o Metropol Parasol, apesar de bastante peculiar, certamente vale a visita.

Em termos de comida, fiquei muito impressionado com a lista de tapas clássicas da cidade. Esqueça as patatas bravas ou tábuas de presuntos e queijos e se esbalde com cola de toro (rabada), prove o simples mas saboroso Espinacas con garbanzos (espinafre com grão de bico) e o tenro solomillo (algum corte de porco frito). Mas como em qualquer cidade, a qualidade varia muito de lugar pra lugar, então seguem minhas duas recomendações.

El Rinconcillo: um bar que alega ser o mais antigo de Sevilha, por isso é um tanto movimentado e até um pouco turístico. Tem a parte restaurante no andar de cima e a parte bar no térreo. Vale a pena ficar em pé e comer no balcão pra curtir o clima da parte de baixo, com certeza! Tome vinhos por taça e aproveite a orportunidade para testar diferentes estilos.

Antigua Abacería de San Lorenzo: um restaurante pequeno, com jeitão super antigo mas com uma comida realmente fabulosa! Esqueça suas preferências e vá no que a atendente recomendar. O prato que mais agradou a gente foi uma salada de batata com maionese e camarão; parece besta, mas estava delicioso!



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