Artigo: Towards a experimental problem solving in mathematics using coding

11 Jan 2016 / Leonardo Barichello

Artigo: The movement towards a more experimental approach to problem solving in mathematics using coding (International Journal of Mathematical Education in Science and Technology)

Abstract: motivated by a problem proposed in a coding competition for secondary students, I will show on this paper how coding substantially changed the problem-solving process towards a more experimental approach.

Nesse texto, eu relato a experiência de discussão e resolução de um problema da Olimpíada Brasileira de Informática com um estudante do Ensino Fundamental.

Essa discussão me chamou a atenção pelo fato da nossa (minha e do aluno em questão) abordagem ao problema ter sido fortemente experimental e, eu sugiro, que isso se deveu ao fato de termos à disposição a possibilidade de criar códigos que pudessem testar as nossas hipóteses a medida que as criávamos. Assim, eu sugiro que o uso de programação pode trazer benefícios interessantes para o ensino de Matemática que vão além do desenvolvimento do pensamento computacional per si.

Femme voilée

09 Jan 2016 / Leonardo Barichello

Se você for ao Museu do Louvre, esqueça da tal da Monalisa. Não por ela não ser uma obra icônica, mas porque o tratamento dado ao museu a ela acaba por estragar a obra. Trata-se de uma pintura de dimensões modestas, que precisaria ser apreciada de perto. Porém, além do amontoado de pessoas que ficará entre você e ela, há um muro de vidro e uns 3 metros de "zona de isolamento" que vão inevitavelmente te separar da obra. Uma pena.

Ao invés dela, o que eu recomendo é uma visita demorada a Femme Voilée, uma lindíssima escultura do italiano Corradini que fica na mesma sala dos escravos de Michelângelo.

Femee Voilée

A escultura de Corradini realmente tirou meu fôlego. Fiquei um tempão procurando mais e mais ângulos que me permitissem apreciar o obra. A sutileza dos vés de mármore transparentes é simplesmente fantástica. Além disso, a expresssividade da mulher impressiona.

Por favor, se você for ao Louvre não perca essa obra (mas tudo bem se você perder a Monalisa)!

Receita de scone

26 Nov 2015 / Leonardo Barichello

scone

Scone é um item tipicamente inglês normalmente comido de tarde, junto com chá. Trata-se de um bolinho bastante simples, de sabor discreto, consumido normalmente com geléia e algum tipo de creme de leite mais consistente (clotted cream, idealmente) ou manteiga. Também são permitidas algumas variações nos scones em si: plain, com uvas passas e com raspberry (os pervertidos já devem ter pensado em chocolate, mas eu nunca vi isso por aqui).

Essa receita é para a massa básica do scone (plain), mas é possível acrescentar um pouco de uva passa sem mexer em mais nada (eu gosto com). Além disso, por não ter ovo, a receita permite fracionamentos fáceis: ótimo para ajustes para as demandas da casa ou das visitas. As quantidades abaixo são para 4 scones pequenos.

125 g de farinha de trigo;
25 g de açucar refinado;
1 colher de chá rasa de fermento em pó;
1 pitada de salt;

25g de mateiga sem sal fria em cubos;
50ml de leite.

Aqueça o forno a 180 graus. Misture a farinha, açucar, sal e fermento em uma travessa. Acrescente os cubos de manteiga e amasse-os na mistura com a ponta dos dedos. As receitas tradicionais inglesas dizem que é importante não amassar demais, apenas o suficiente para que os cubos sumam e a mistura fique com o aspecto de flocos.

Acrescente o leite (e as uvas passas, se for o caso) e comece misturando com uma colher e depois com a mão até que tudo se junte em uma bola de massa, sem grudar demais na mão. Talvez seja necessário acrescentar um pouquinho mais de leite se a mistura estiver seca. Coloque a massa sobre papel manteiga, polvilhe um pouco de farinha, e pressione com a mão (apenas o suficiente) abrindo-a até que fique um disco com um dedo de altura.

Se você quiser fazer um scone como os daqui, use a boca de um copo para cortar a massa em discos menores. Eu simplesmente corto o disco em quatro quartos. Leve ao forno por 15 minutos. Os scones devem crescer um pouco e ficar dourados.

Sirva quente com um belo "dollop of cream" (clotted cream é meu favorito) e uma boa geléia (Dalfour de raspberry é minha favorita). Sinceramente, quentinho é um dos melhores itens para um café da manhã ou da tarde que eu já comi!



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