Femme voilée

09 Jan 2016 / Leonardo Barichello

Se você for ao Museu do Louvre, esqueça da tal da Monalisa. Não por ela não ser uma obra icônica, mas porque o tratamento dado ao museu a ela acaba por estragar a obra. Trata-se de uma pintura de dimensões modestas, que precisaria ser apreciada de perto. Porém, além do amontoado de pessoas que ficará entre você e ela, há um muro de vidro e uns 3 metros de "zona de isolamento" que vão inevitavelmente te separar da obra. Uma pena.

Ao invés dela, o que eu recomendo é uma visita demorada a Femme Voilée, uma lindíssima escultura do italiano Corradini que fica na mesma sala dos escravos de Michelângelo.

Femee Voilée

A escultura de Corradini realmente tirou meu fôlego. Fiquei um tempão procurando mais e mais ângulos que me permitissem apreciar o obra. A sutileza dos vés de mármore transparentes é simplesmente fantástica. Além disso, a expresssividade da mulher impressiona.

Por favor, se você for ao Louvre não perca essa obra (mas tudo bem se você perder a Monalisa)!

Receita de scone

26 Nov 2015 / Leonardo Barichello

scone

Scone é um item tipicamente inglês normalmente comido de tarde, junto com chá. Trata-se de um bolinho bastante simples, de sabor discreto, consumido normalmente com geléia e algum tipo de creme de leite mais consistente (clotted cream, idealmente) ou manteiga. Também são permitidas algumas variações nos scones em si: plain, com uvas passas e com raspberry (os pervertidos já devem ter pensado em chocolate, mas eu nunca vi isso por aqui).

Essa receita é para a massa básica do scone (plain), mas é possível acrescentar um pouco de uva passa sem mexer em mais nada (eu gosto com). Além disso, por não ter ovo, a receita permite fracionamentos fáceis: ótimo para ajustes para as demandas da casa ou das visitas. As quantidades abaixo são para 4 scones pequenos.

125 g de farinha de trigo;
25 g de açucar refinado;
1 colher de chá rasa de fermento em pó;
1 pitada de salt;
25g de mateiga sem sal fria em cubos;
50ml de leite.

Aqueça o forno a 180 graus. Misture a farinha, açucar, sal e fermento em uma travessa. Acrescente os cubos de manteiga e amasse-os na mistura com a ponta dos dedos. As receitas tradicionais inglesas dizem que é importante não amassar demais, apenas o suficiente para que os cubos sumam e a mistura fique com o aspecto de flocos.

Acrescente o leite (e as uvas passas, se for o caso) e comece misturando com uma colher e depois com a mão até que tudo se junte em uma bola de massa, sem grudar demais na mão. Talvez seja necessário acrescentar um pouquinho mais de leite se a mistura estiver seca. Coloque a massa sobre papel manteiga, polvilhe um pouco de farinha, e pressione com a mão (apenas o suficiente) abrindo-a até que fique um disco com um dedo de altura.

Se você quiser fazer um scone como os daqui, use a boca de um copo para cortar a massa em discos menores. Eu simplesmente corto o disco em quatro quartos. Leve ao forno por 15 minutos. Os scones devem crescer um pouco e ficar dourados.

scone

Sirva quente com um belo "dollop of cream" (clotted cream é meu favorito) e uma boa geléia (Dalfour de raspberry é minha favorita). Sinceramente, quentinho é um dos melhores itens para um café da manhã ou da tarde que eu já comi!

Uma experiência com KTurtle e probabilidade

16 Nov 2015 / Leonardo Barichello

O artigo Relato De Uma Experiência Com O Software KTurtle Na Simulação De Problemas Envolvendo Probabilidade relata uma série de aulas com alunos do Ensino Médio em que utilizamos o Kturtle para programar simuladores para problemas de probabilidade cuja interpretação, pelo menos à primeira vista, contraria a intuição.

Apesar de não ser um software muito conhecido, o Kturtle oferece um ambiente de programação baseado nos movimentos de uma tartaruga sobre uma tela plana. Mas além de permitir o desenho de padrões geométricos, o software também oferece quase todos os recursos de linguagens de programação convencionais, como condicionais, loop, variáveis e operações aritméticas. Com esses recursos, juntamente com o gerador de números aleatórios, é possível criar simuladores para experimentos aleatórios simples, como o lançamento de dados e moedas, ou mais sofisticados, como para o problema de Monty Hall.

No texto acima, eu apresento a experiência com o intuito de mostrar como programação de computadores pode ser utilizada no ensino de probabilidade e, reversamente, como probabilidade pode abrir portas para o ensino de programação de computadores.

Um ponto relacionado a essa série de aulas que não foi explorado no texto está relacionado com a credibilidade do computador como ferramenta para experimentação em matemática. Em breve postarei algo explicando melhor essa ideia, que talvez seja explorada em um artigo futuro.



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