Duas versões: Moanin

22 Apr 2015 / Leonardo Barichello

Para relembrar os velhos tempos, um post com duas versões de uma mesma música. A música escolhida foi um clássico do jazz, Moanin, composta pelo pianista Bobby Timmons.

Primeiro, a versão original, gravada em 1958 no álbum homônimo de Art Blakey and the Jazz Messengers:

A segunda versão é de Charles Mingus, grava em 1960 no álbum Blues and Roots.

No começo, a conexão com a versão original não é muito clara, até porque o que parece ser o rife da segunda não bate claramente com o rife da primeira. Mas a medida que a música evolui a ligação vai ficando mais clara. Gosto muito da energia dessa segunda versão!

Também versões vocalizadas para essa música, mas prefiro de longe essas duas instrumentais.

Poema(s) de sete faces

08 Apr 2015 / Leonardo Barichello
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

Esses são os primeiros versos do Poema de Sete Faces, de Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1930. Infelizmente, não conheço registro do poema na voz do autor, mas a leitura abaixo vale a pena:

Independentemente da beleza (incontestável) dos versos, acho interessante como eles se tornaram presentes no imaginário popular brasileiro. Na música, a ideia de um destino (torto) traçado por um anjo (ou algo equivalente) já no momento do nascimento é bastante comum. Particularmente, gosto de três referências.

1) A clássica Até o fim, de Chico Buarque.

2) Agora algo bem menos conhecido, mas mais forte na minha opinião: Let's play that, de Jards Macalé

3) As duas anteriores são até que óbvias, mas a referência vai muito mais longe do que isso e chega até os sotaques nordestinos com Siba na música Pisando em praça de guerra:

Bixiga 70, pra complementar FCLG

13 Mar 2015 / Leonardo Barichello

Já fazia um tempo que eu estava procurando mais bandas parecidas com o Funk como le gusta (banda que eu, particularmente, acho brilhante!). A música abaixo por exemplo é fantástica!

Um pouco dessa vontade já era satisfeita com Karnak, por exemplo, mas a pegada deles é diferente.

Uma das minhas primeiras tentativas foi a Banda Black Rio, mas achei que apesar de um som gostoso, eles deixavam muito a desejar em inventividade. A sonoridade final acabava ficando um pouco repetitiva, previsível e longe demais do jazz pro meu gosto. Aliás, não consigo entender como um álbum deles figura na lista dos 100 melhores da música brasileira (de acordo com a revista Rolling Stones) enquanto nenhum do FCLG entrou.

Minha tentativa seguinte foi Charlie e os marretas, mas também não gostei muito. Apesar do astral bacana, falta brilho instrumental e as letras nem sempre agradavam. Quase o mesmo ocorreu com a banda Aláfia.

Passou um bom tempo e eis que eu encontro o Bixiga 70, outra banda paulistana com proposta funk. Mas agora sim na medida certa! Com som 100% instrumental, eles tem o balanço que eu procurava entre funk e jazz, com uma presença maior de percussões do que o FCLG. Bastante inventivos mas sem sacrificar demais o ritmo e animados sem serem cafonas. Como amostra, segue a música Kalimba do álbum Bixiga 70 de 2013.

Todos os álbuns da banda podem ser baixados no site oficial ou ouvidos no Youtube e Soundcloud.

PS: das 5 bandas citadas, 4 são de São Paulo.



begin ... prev 1 2 3 4 5 6 7 next ... end

Search

Tags

english português música poesia coffee Ireland mathematics education café music movie opinion duas versões two versions research methodology recipe política matemática opinião nottingham visualization linux food educação programação receita comida viagem arte educação matemática beer libreoffice amsterdam pesquisa free software video vídeo